Março Cinza: Complexo de Saúde do Caípe de Baixo abordou o tema “Violência, qual o papel do homem nesse enfrentamento?”

Em São Francisco do Conde, ainda em alusão ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 08 de março, a Secretaria Municipal da Saúde traz, ao longo do mês de março, uma série de temas a serem abordados pelas Unidades de Saúde da Família e outros serviços de saúde estão sendo trabalhados, visando à promoção da saúde da mulher e o compartilhamento de informações e conhecimentos.

Foram sancionadas leis importantes para as mulheres que devem começar a tramitar em nosso país, como, por exemplo, a lei que garante que a mulher consiga fazer pelo SUS ou planos de saúde a recomposição das mamas após se submeter a uma mastectomia. Isso do ponto de vista da saúde mental da mulher é muito importante. Também há leis importantes para punir pessoas que divulgam fotos íntimas ou vídeos de uma mulher sem o consentimento dela. E se essa pessoa for alguém do convívio dela, namorado, marido, por exemplo, a pena é acrescida de um terço, podendo chegar a cinco anos. É importante que a gente discuta sobre isso”, explicou a secretária Eleuzina Falcão.

Nesta quarta-feira, 13, o Complexo de Saúde do Caípe de Baixo abriu as portas para receber as equipes do Centro de Referência em Atenção à Mulher – Maria Felipa (CRAM) e NUDEAM (Núcleo da Delegacia de Apoio à Mulher) para tratar de um tema fundamental à saúde física e mental das mulheres: “Violência, qual o papel do homem nesse enfrentamento?”.

Esse tema se torna fundamental, tendo em vista a assustadora frequência com que mulheres têm sido vítimas de violência, apenas por serem mulheres. No entanto, apesar de sofrerem agressões dentro de casa, muitas não percebem que são vítimas e não se dão conta de que essa violência pode ser fatal.

O Ministério dos Direitos Humanos (MDH) divulgou, em agosto de 2018, um balanço do Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher, com dados referentes ao período de janeiro a julho de 2018, que registrou 27 feminicídios, 51 homicídios, 547 tentativas de feminicídios e 118 tentativas de homicídios. No mesmo período, os relatos de violência chegaram a 79.661, sendo os maiores números referentes à violência física (37.396) e violência psicológica (26.527).

Entre os relatos de violência, 63.116 foram classificados como violência doméstica. Os dados abrangem cárcere privado, esporte sem assédio, homicídio, tráfico de pessoas, tráfico internacional de pessoas, tráfico interno de pessoas e as violências: física, moral, obstétrica, patrimonial, psicológica e sexual (https://www.mdh.gov.br/todas-as-noticias/2018/agosto/ligue-180-recebe-e-encaminha-denuncias-de-violencia-contra-as-mulheres).

A Lei Maria da Penha completou 12 anos. Sancionada em 07 de agosto de 2006, a Lei 11.340 representa um marco para a proteção dos direitos femininos ao endurecer a punição por qualquer tipo de agressão cometida contra a mulher no ambiente doméstico e familiar (http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2018-08/denuncias-de-violencia-contra-mulher-chegam-73-mil-em-2018).

Na atividade no Complexo do Caípe participaram: Antônia Nunes – assistente social do NUDEAM; a advogada Audinéia Silva Leite e a assistente social – Alva Célia Bulcão, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, Cidadania e Juventude, além da fisioterapeuta Priscila Costa, do Complexo do Caípe de Baixo.