Prefeitura de São Francisco do Conde leva estudantes da Rede Municipal de Ensino ao teatro e promove aprendizagens através da apreciação artística

Eu realmente fiquei muito emocionada! Espero voltar de novo”, disse estudante franciscana em sua primeira ida ao teatro

A fim de contribuir para o desenvolvimento das aprendizagens significativas por meio da apreciação artístico-cultural, na última terça-feira (30), um grupo composto por 30 alunos do Ensino Fundamental Anos Finais (9°ano) do Centro Educacional Claudionor Batista – CECBA assistiu ao espetáculo de Dança: Show Folclórico Mágica Bahia. Graças a essa ação da Prefeitura de São Francisco do Conde, através da Secretaria Municipal da Educação – SEDUC, grande parte dos alunos pôde ir pela primeira vez ao teatro, neste caso, o Teatro Sesc Senac Pelourinho.

O espetáculo que eu assisti foi muito emocionante!”, declarou a aluna Noemi Machado, que tem 14 anos de idade e mora no Coroado. “Foi a primeira vez que eu fui ao teatro. Gostei dos movimentos e expressões corporais. Já tinha escutado sobre culturas africanas, mas não tinha acessado de perto nenhum espetáculo sobre os orixás. Também me identifiquei muito com a capoeira. Ah, eu realmente fiquei muito emocionada! Espero voltar de novo”, completou.

De acordo com a gestora do CECBA, Tatiane Nova, “atividades como essas, sem dúvida, fazem toda a diferença no aprendizado, na cultura e na vida das nossas crianças! Gostaria de agradecer ao nosso secretário Marivaldo do Amaral por mais essa oportunidade, por mais esse olhar e essa sensibilidade aos nossos alunos, oportunizando-os a cultura e a arte-educação”.

O Show Folclórico Mágica Bahia é baseado nas danças e manifestações de matriz africana e afro-baiana em um formato contemporâneo de estética musical. A riqueza da cultura afro-brasileira é ressaltada em um repertório que inclui apresentações de capoeira, samba de roda, puxada de rede e outros. Por meio da fruição artística deste espetáculo, possibilita-se um contato dos estudantes com as referências culturais de matriz africana e afro-baiana, centrada nas potencialidades, histórico-culturais dos estudantes.

Para Alef de Jesus Lisboa, que tem 15 anos de idade e mora na Jabequara, “o momento da capoeira foi o mais marcante, me surpreendi muito com os loops (saltos), foi bastante empolgante assistir tudo!”, disse o jovem, em sua segunda ida ao teatro. “Sobre cultura de matriz africana eu só tinha visto em um livro, e agora com a apresentação eu aprendi mais”.

Segundo o gerente de Arte-Educação da SEDUC, Joane Macieira, “a imersão nas expressões artísticas para além dos muros da escola, tem contribuído significativamente nas aprendizagens dos nossos estudantes, principalmente quando se percebem em cena, quando apreciam espetáculos que referenciam a sua história, a sua identidade cultural. A dança, o teatro, a música, as artes visuais e a performance nos encantaram, referenciaram as manifestações culturais afro-brasileiras, como o samba de roda, a capoeira e maculelê. Esta experiência ampliou o repertório estético e estimulou o potencial crítico e criativo dos nossos estudantes”.

A estudante Thais Araújo, que tem 14 anos e é residente da Jabequara, relatou também ter gostado muito do espetáculo, “por ter mostrado um pouco da nossa história e a cultura do nosso povo negro, que é tão importante para a nossa sociedade negra. Muito importante pra gente, por sermos de comunidade quilombola, assim podemos nos ver em nossa cultura, aprender, se expressar e é também uma forma de combater o racismo”.