Combate à Intolerância Religiosa

Com discussões acaloradas, desde ontem (24) e nesta quinta-feira (25), a Prefeitura de São Francisco do Conde, por meio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, Cidadania e Juventude (SDHCJ), realiza a Oficina de Integração e Formação do Grupo de Trabalho para Criação do Plano de Enfrentamento e Rede de Combate à Intolerância Religiosa.

O objetivo da ação é, por meio de um Grupo de Trabalho, garantir a manifestação religiosa no município, promovendo o diálogo entre as diversas expressões religiosas, bem como elaborar formas de monitorar práticas de indução, incitação, discriminação e queixas contra veículos de comunicação e organizações religiosas que têm usado discursos de conteúdo dogmático/religioso para macular outras organizações religiosas e seus modos peculiares de constituírem seus ritos.

O Grupo de Trabalho é composto por membros que representam a Sociedade Civil Organizada e o Poder Público Municipal. Entre os quais estão representadas pelo poder público as seguintes secretarias: Direitos Humanos, Cidadania e Juventude (SDHCJ), Turismo (SETUR), Cultura (SECULT), Saúde (SESAU), Governo (SEGOV), Educação (SEDUC) e Desenvolvimento Social e Esportes (SEDESE). Já pela sociedade civil: Colegiado de Matriz Africana, Umbanda, Conselho de Pastores, Igreja Católica, Igreja Messiânica, Casa de Oração São Francisco de Assis (espírita) e Islamismo.

A Secretaria de Direitos Humanos, Cidadania e Juventude, através da sua Gerência de Promoção de Diversidade Religiosa e seu Departamento de Promoção da Igualdade Racial, já tem construído esse diálogo com os seguimentos religiosos, desde quando essa secretaria nasceu, e esse grupo faz um trabalho de consolidação desse diálogo, porque a gente entende a importância de promover a laicidade do estado, respeitando a diversidade religiosa. O trabalho que vai ser deixado por esse Grupo de Trabalho será um grande legado e marca histórica para a população de São Francisco do Conde“, declarou o representante da SDHCJ, Pastor Gláucio belo. .

Durante o debate, surgiram diversas propostas, como a de levar um plano/manual de enfrentamento à intolerância religiosa para a Câmara de Vereadores. Outra idéia é dialogar com os representantes de cada religião, seja pastor, padre, babalorixá, entre outros, para que os mesmos se tornem multiplicadores junto aos seus seguidores/fiéis na ação de combater esse tipo de intolerância.

Intolerância não espera e por isso precisamos iniciar logo um trabalho de conscientização com a população para que cada um possa cultuar/manifestar sua religião de maneira livre“, destacou o representante da SECULT, Rayanderson Pereira.

No decorrer da oficina foram necessários esclarecimentos sobre como cada religião é desenvolvida, para entendimento dos membros do Grupo de Trabalho, e, como a lista de propostas para combate à intolerância religiosa ficou bastante extensa, um novo encontro se fará necessário, para amadurecimento das propostas colocadas, a qual se realizará dia 07 de maio.