Projeto Gastronômico Onjé Darugbô chega ao município com receitas ancestrais e étnicas

São Francisco do Conde está experimentando as delícias da gastronomia tradicional com receitas nascidas nas senzalas, pois começou nesta terça-feira (23) e segue até 25 de maio, o Projeto Gastronômico Internacional Onjé Darugbô – Cozinha Itinerante, que chegou ao município por meio do mandato do deputado estadual Rosemberg Pinto. O evento mudou de endereço e está acontecendo na Casart, na Nova São Francisco, das 08h30 às 12h, e está contemplando 30 inscritos para participar do curso.

As sobras de alimentos da Casa Grande foram “gourmetizadas” nas senzalas brasileiras. Pratos como o xinxim, sarapatel, moqueca de ovo e outras delícias foram incorporados à cozinha baiana e estão deixando muita gente de água na boca. Ensinar o preparo desses alimentos é a missão do babalorixá Roberto Santana, mais conhecido como Pai Roberto, que deu início ao curso gastronômico internacional Onjé Darugbô (comida ancestral) Cozinha Itinerante.

Estou em São Francisco do Conde pela primeira vez para trazer o Projeto Onjé Darugbô – Cozinha Itinerante, que tem chancela internacional. Já fizemos essa apresentação nos Estados Unidos e agora estamos navegando pelo interior do estado, mostrando o que é a ancestralidade gastronômica. Ao todo são 12 pratos, com o intuito forte de fomento da economia solidária. Eles e elas vão ser certificados e podem colocar em seus estabelecimentos esse certificado, dizendo que o profissional está habilitado em comidas ancestrais e étnicas”.

O curso foi um dos projetos selecionados nos Editais Setoriais 2016, do Fundo de Cultura da Bahia (secretarias de Cultura e da Fazenda) e nele Pai Roberto ensina o preparo de 12 pratos, incluindo roupa velha, mugunzá, efó, farofa d’água, rabada, feijoada, galinha de molho pardo, quiabada e carne seca com pirão de leite.

O projeto visa perpetuar e difundir saberes e tradições da matriz africana. A iniciativa vai promover a qualificação em gastronomia étnica e sua inserção na economia criativa e dá continuidade a uma iniciativa da Associação Civil Filhos de Bárbara de promoção da cultura ancestral negra na Bahia, que teve início com o documentário “Onjé Darugbô, comida ancestral”.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas secretarias estaduais de Cultura e da Fazenda da Bahia. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais. Para mais informações, acesse: Mobilidade Artística e Cultural 2015.