Roda de Diálogo sobre música e apresentações de dança acontecem no município neste domingo (16)

kakakuta

No próximo domingo, dia 16 de agosto, o município de São Francisco do Conde será palco mais uma vez da Roda de Diálogo sobre música, entre franciscanos e estudantes africanos da UNILAB (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira). O encontro será a partir das 18 horas, no Mercado Cultural de São Francisco do Conde. Quem comanda a festa são os DJ’s Sankofa e Dudoo Caribe, que formam o Sistema Kalakuta. Haverá também apresentação do grupo de danças africanas da UNILAB e do grupo de hip-hop Bota a Fala.

O bate-papo, que será conduzido pelo DJ internacional, Sankofa Justine, originário da República do Gana (África Ocidental), e pelo DJ baiano Duduo Caribe, fará uma abordagem à música africana e às experiências vivenciadas pelos músicos no trabalho de diminuir a distância entra a África e o Brasil. O Sistema Kalakuta, em que os DJs irão levar o seu som regado de danças africanas para o espaço, contará também com a apresentação do grupo de hip-hop Bota a Fala. O evento é aberto ao público.

kalakuta 1O bate-papo está sendo promovido pelo Programa Filosofia, Cultura Popular e Educação, coordenado pelo professor Marcos Carvalho Lopes e os eventos têm o apoio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social – SEDES, através do Departamento de Promoção à Igualdade Racial – DEPIR.

O Sistema Kalakuta realiza trabalho de formação de público, propagação e difusão da música africana na cidade de Salvador. Formado pelos DJ’s Duduo Caribe e Sankofa, nasceu no Centro Histórico, no Pelourinho. O trabalho da dupla, através de suas pesquisas musicais, é promover um resgate, com olhar contemporâneo, sem perder o foco na sua origem. Tendo como causa principal a necessidade de dialogar com as africanidades da Bahia, para produzir intercâmbios (Brasil-África).

Bota a Fala é um projeto de pesquisa educacional baseado nas artes, que utiliza o hip-hop como linguagem para compor uma educação democrática. Desenvolvido por estudantes, o grupo procura dar voz e debater questões raciais, assim como questionar estereótipos de gênero, além de valorizar os múltiplos letramentos potencializados pelo hip-hop.

O primeiro encontro nesse mesmo direcionamento aconteceu no município no dia 18 de julho.

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