IPAC veio a São Francisco do Conde para visita técnica no dia 22 de fevereiro

Na quinta-feira, dia 22 de fevereiro, técnicos do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) vieram a São Francisco do Conde para uma visita técnica com o objetivo de analisar o Conjunto Arquitetônico que foi tombado recentemente e seu entorno e, a partir disso, elaborar diretrizes de intervenção.

Pela manhã, Roberta Ventura, gerente de Patrimônio Material do IPAC, acompanhada por Bernadete Primo, gerente de Patrimônio da SECULT, realizaram a vistoria relativa ao estado de conservação do Sobrado e Fábrica do Engenho Cajaíba, tombado definitivamente pelo estado desde 2004.

O conjunto arquitetônico, que remonta do início do século XIX (salvo algumas alterações) e que possui um enorme valor histórico, arquitetônico e cultural, necessita de intervenções para a sua manutenção e conservação. Um relatório será encaminhado ao proprietário do bem, para que execute as determinações estipuladas”, disse Roberta Ventura.

Simultaneamente à fiscalização do estado de conservação desse bem, Lígia Larcher e José Carlos de Oliveira Matta, arquitetos do IPAC (GEMAT), analisaram o entorno do Conjunto Arquitetônico da Praça da Independência para o estabelecimento das diretrizes de intervenção na área. O documento gerado após a finalização do trabalho será encaminhado à Prefeitura do município, para ser utilizado como parâmetro na elaboração de projetos.

Os proprietários de bens incluídos na área protegida devem apresentar o projeto ao IPAC, antes de qualquer execução de intervenção nos bens, para a devida aprovação.

À tarde, a equipe completou sua visitou na Fazenda Engenho D’Água para verificar a existência de mérito para o tombamento do bem. Os técnicos do IPAC se surpreenderam com o trabalho de restauração realizado pelo proprietário Mário Ribeiro. Segundo a arquiteta Lígia Larcher, “o antigo engenho é um dos raros remanescentes do grande número de engenhos que existiu na Bahia, tratando-se de um bem cultural singular de grande valor arquitetônico e histórico”.

Será desenvolvido um parecer técnico referente à Fazenda Engenho D’Água, que será apresentado à Câmara de Patrimônio Cultural do IPAC. Esse colegiado analisará o parecer e votará quanto ao deferimento ou não da patrimonialização estadual.