Muita alegria e samba no pé no segundo dia do V Festival do Samba de Roda do Recôncavo, em São Francisco do Conde

Com muita empolgação, alegria e samba no pé, o segundo dia do V Festival do Samba de Roda do Recôncavo, com o tema com o tema: “Samba – Raízes no Recôncavo” reuniu numa roda de conversa mestres de samba do município e de outras cidades para contar as suas vivências com o samba e a importância de preservar essa tradição secular, bem como sua perpetuação com as futuras gerações.

Um momento memorável que renuiu os mestres Zeca Afonso – Samba Chula Filhos da Pitangueira, Milton Primo – Samba Chula Filhos de Zé, além dos mestres Celino dos Santos e Alexnaldo dos Santos, ambos convidados que vieram da cidade de Terra Nova para participar do festival.

Os ensinamentos dos mestres e as histórias sobre o samba foram atentamente ouvidas pelas crianças da Escola Bartolomeu e Escola Frei Eliseu Eismann, que se divertiram e sambaram muito com as apresentações do samba mirim Frutos do Mestre, Samba Mirim Flor da Pitanga e o samba mirim Samba Chula Filhos da Pitangueira.

Eu prometi a meu avô que iria tocar o samba chula até o fim da minha vida e, desde então, é o que tenho feito. Aprendi a cantar as rezas e a tocar para dar continuidade a essa tradição que, inclusive, começou há muito tempo atrás com as rezadeiras e a devoção aos santos São Cosme e São Damião, São Roque e Santo Antônio, onde elas cantavam em devoção aos santos. Com o passar do tempo, essas pessoas foram morrendo e eu vi que aos poucos essa tradição iria se perder, foi aí que pensei em montar o grupo de Samba Chula Filhos da Pitangueira, no dia 22 de março de 1968. Eu chamei 10 companheiros homens e 06 mulheres e fundamos o grupo. Esse nome é em homenagem ao bairro da Pitangueira, onde eu e todos os componentes do grupo fomos criados”, contou o mestre Zeca Afonso.

É muito importante termos a presença dessas crianças nesse momento tão especial, onde conseguimos reunir grandes mestres de samba da nossa cidade e de outros locais para nos contar sobre as origens dessa tradição secular, pois eles representam a futura geração que irá perpetuar esse legado”, enfatizou o secretário de Cultura, de São Francisco do Conde, Osman Ramos.

O festival, que acontece até o dia 26 de novembro, em São Francisco do Conde, reúne grupos culturais locais e de outras cidades, mestres e mestras de samba, encontro de sambadeiras e tocadores mirins do Recôncavo, além de exposições fotográficas e palestras.

Essa é uma ação da Prefeitura de São Francisco do Conde, através da Secretaria Municipal de Cultura – SECULT, por meio do Fundo de Cultura, com o apoio da Associação dos Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia e da Secretaria Municipal de Turismo – SETUR.