Sarau do Circulô reuniu adolescentes e jovens artistas franciscanos

Na última sexta-feira (15), a comunidade da Baixa Fria recebeu o Sarau Circulô, cuja noite foi noite aquecida por diversas expressões artísticas: Dança, música, poesia, desenho, performance e outras expressões espontâneas dos moradores da localidade e de outros bairros da cidade. O evento foi promovido pela Secretaria de Direitos Humanos, Cidadania e Juventude (SDHCJ), por meio do Departamento de Atenção à Juventude (DEJUV), reuniu adolescentes e jovens artistas de diferentes localidades,  incentivando à apreciação, o exercício e às práticas artísticas a partir da pluralidade e da diversidade histórica, estética e cultural da juventude franciscana.

O sarau é uma das etapas finais do Projeto Circulô – Juventude, Arte e Cidadania, um conjunto de ações integradas e itinerantes que abarcam diversas linguagens artísticas, a saber: dança, música, desenho, teatro, literatura e afins, com foco na arte-educação para promoção à cidadania, trazendo para cena diferentes temas de relevância social, bem como questões que incidem no cotidiano da juventude através da Arte.

Nesta última edição, o projeto aconteceu de 11 a 15 de junho, com a oficina de Desenho, no auditório do PSF, e teve como ministrante o artista visual Marcos Albertnny, e a oficina de Dança, ministrada pelos professores Danilo Ferreira e Pablo Macedo, no espaço Consuelo.

No sarau, houve a participação do Samba Chula Mirim Flores da Pitanga (samba); Meninas Empoderadas; (performance) Ivana Sanfer; (música); Grupo La Máfia (dança); July Santos (música); Mário de Jesus (Desenho);  a gerente do DEJUV, Iasmin Xavier (poesia); Juciane Aparecida (Música) dentre outros que expressaram a sua arte no decorrer do evento, além do poeta e escultor, Márcio Salustiano, que compartilhou seus versos e representou a Academia de Letras e Artes de São Francisco do Conde- ALASFCON. Em seu pronunciamento, o poeta reconheceu a importância do evento para a formação de cidadãos mais sensíveis, tendo a chance de usar da poesia, do pensamento e da escrita como meio para a transformação social.

Para o artista visual, Marcos Albertonny, responsável pela oficina de desenho e pela exposição de Artes visuais, o projeto é uma iniciativa impar e singular.

Essa é uma oportunidade para a descoberta de talentos. Durante a oficina de desenho, percebi o quanto a juventude precisa de espaços desta natureza, de ambiente que estimule ao jovem um reconhecimento das suas habilidades artísticas, e o Circulô vem exatamente preencher essa lacuna, gerando contato direto do jovem com arte de desenhar. Sinto-me feliz por perceber que jovens se tornam mais visíveis, com a autoestima elevada e o com o sentimento de protagonista”.

O professor de Dança, Danilo Ferreira, da gerência de Arte-educação da Secretaria da Educação (SEDUC) e parceiro do projeto, demonstrou satisfação e contentamento: “Estou muito contente em participar desse projeto.  Ouvir nas devolutivas dos alunos que uma semana é pouco, que eles querem mais é gratificante.  É saber que a ideia de fomentar a arte educação está acontecendo. Espero que como foi sugerido, eles criem um grupo de Dança para que possam desenvolver e colocar em prática tudo que aprenderam”.

Para o Diretor do DEJUV, Joane Macieira, “O Circulô tem alcançado seus objetivos e ganhado um corpo cada vez maior, ocupando espaços, dinamizando e fomentando expressões artísticas, promovendo interação e construção do conhecimento centrada nas diversas realidades da juventude diversa, singular e plural. Focamos no sujeito, na Arte e na comunidade, com atividades que fomentem às suas múltiplas e diversas expressões e que estimulem o seu potencial critico, criativo e tantas outras descobertas na perspectiva do protagonismo juvenil, da promoção à cidadania, tendo o jovem como agente da transformação social”.